segunda-feira, 15 de abril de 2013

Amor... amores !?!




O amor pode ser eterno
Os amores não!
O amor constrói os castelos internos
Os amores os habitam por um tempo
O amor permite as pontes que ligam
Os amores passam por elas com segurança
O amor sustenta as cascatas em pedras
Os amores descem em águas revoltas
O amor fornece sombra, galhos, sustento
Os amores pousam, fazem ninhos e... voam
O amor reúne nutrientes para a planta florescer
Os amores germinam, crescem, frutificam e... são colhidos
O amor sustenta cada uma das palavras do poema
As desenha e entrelaça
E as imprime nos versos...
Os amores as leem!

sábado, 13 de abril de 2013

Construção




Sou eu quem faço
Meu caminho no mundo
Tal qual doce vagabundo
Tortuoso e provisório
Sou eu quem demarco
Meus campos de semeio
Fracamente adornado
Com capim de cheiro e flor
Sou eu quem ponho em pé
Minha casa e celeiro
Cor da terra, para o sol
Tosca e firme, e quente e fresca
Sou eu quem toca a música
Letra e som na beirada da porteira
Na minha tristeza ou alegria
Em fartura ou penúria, só ou não
E as mudanças que fiz
Com a árvore cortada, e capim arrancado
Com a terra cultivada e o som jogado no ar
Não são posse
São poemas...
... não meus!