sábado, 13 de abril de 2013

Construção




Sou eu quem faço
Meu caminho no mundo
Tal qual doce vagabundo
Tortuoso e provisório
Sou eu quem demarco
Meus campos de semeio
Fracamente adornado
Com capim de cheiro e flor
Sou eu quem ponho em pé
Minha casa e celeiro
Cor da terra, para o sol
Tosca e firme, e quente e fresca
Sou eu quem toca a música
Letra e som na beirada da porteira
Na minha tristeza ou alegria
Em fartura ou penúria, só ou não
E as mudanças que fiz
Com a árvore cortada, e capim arrancado
Com a terra cultivada e o som jogado no ar
Não são posse
São poemas...
... não meus!

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