Nem tamborim, nem reco-reco
O ritmo deste carnaval não tem a cadência das calorosas
batucadas
Desfila a cor de um povo que reaprende a sorrir
O que bate, são corações, pois agora podem
Não são fantasiados, são eles mesmos
Coloridos de suas crenças
No estandarte, a liberdade
Seria real? Seria eterna?
A brincadeira é verdadeira
Os confetes e as serpentinas dão lugar a palmas comportadas
Aplausos com um orgulho daqueles que se expõe alegres
São aplausos para uma alegria sem medo
Sem medo de felicidade
Agora sim
Um motivo para comemorar
que a festa sem sentido despreza
Na dança das flâmulas coloridas
Nas músicas poliglotas em uníssono
No olhar esperança daquela criança
Que reflete-se no olhar do senhor e da senhora
com a cara marcada pelo tempo
E o sentimento, pela dor
Em cada fração de segundo daquela existência
Havia algum carnaval
Que só o sol nascente do futuro
Desenhará no céu destes de cá
Os quesitos que merecerão
Notas máximas!

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