Do outro lado
Do mundo da moeda cruel metal
Dividindo pessoas em coisas
Pedras nada preciosas
Jogadas nos olhos da cara
Dos caras e máscaras
caras-metade de ninguém
e migalhas de restos de uma fartura falsa
enchem os pratos bolsos e medos
esvaziam os sonhos
mas o sorriso fica
nervoso?
De angústia?
Sincero?
Joga a Monalisa no lixo que Da Vinci deixou aqui seu pincel
arteiro
Decifra-lhes ou te devoram
Vociferam
E votam na esperança
De uma força que curem-lhes a cicatriz
Que deixamos a cada dia
Deste lado
Do mundo
Da moeda
Da vida
De tudo!
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